Falar com o Rondi

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#CriacaoDosFilhos #Familia #Filhos

Eu “bato no peito” e digo que sou livre da mente dos outros, e sou, mas intencionalidade elevada.
A Liz tem crescido e a necessidade de algumas coisas serem mudadas, também. A bicicleta é um exemplo.
Aos dois anos, compramos uma. Ainda é útil, mas já pequena para ela.
Da penúltima vez que levamos a bicicleta à escola, mesmo antes de chegar, eu havia identificado a necessidade de troca-la por uma maior. Nada falei.
Ao final do dia, indo para casa, ela comenta: – Papai, a fulaninha zombou de mim porque minha bicicleta era pequena.
Desconfortável para um pai. O que você pensaria? Sua mente seria sequestrada pela falácia da pequena jovem que, por algum motivo, julgou inferior a bicicleta de sua filha?
Comecei a pergunta-la sobre “o que ela, bicicleta, tinha que as outras não tinham…” mas minha mente alertava que, para ela não passar por isso novamente, precisaríamos trocar o equipamento. A Liz deu-se por satisfeita, entendendo que, em alguns casos, não existem melhores ou piores, mas sim diferentes. Seguimos.
Dias depois, conversei com a Denise sobre adquirir uma maior, então, fizemos a proposta para Liz de presenteá-la no aniversário. (sugestão: dependendo da idade do seu filho, às vezes é melhor comprar algo usado bem conservado – em breve precisará ser trocado). A Liz, focada em outro presente, rejeitou a proposta. Deixamos claro, sem mencionar nada da escola, de que ela não teria uma bicicleta maior por decisão dela. Ela topou.
Há duas semanas,nos jogos interclasses, a equipe dela competiria de bicicleta.O aniversário já havia passado há 2 meses.
Coração aperta,sobretudo quando entramos na escola.De fato, a dela era a menor.Minha mente disse: “Não deixe-a passar por “este constrangimento”. Cheguei a falar com a Denise sobre ir comprar outra no mesmo momento. Seguramos a onda.Nada falamos. Permitimos a própria experiência.Final do dia,hora de ir busca-la. – Filha, como foi seu dia?
– Foi bom pai, minha equipe ganhou a corrida de bicicleta.
– Foi mesmo. Você competiu com a sua?
– Sim, Pai.
– Você se divertiu?
– Bastante.
Fim.
Não permita que seu filho se inferiorize,por conta de suas próprias crenças de inferioridade. Ele não é você.